O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou o aumento dos preços da gasolina como "um pequeno contratempo", demonstrando despreocupação com o impacto nos preços dos combustíveis para os americanos, enquanto a guerra com o Irã chega ao seu nono dia.
"Acho que está tudo bem. É um pequeno contratempo. Tivemos que fazer esse desvio. Eu sabia exatamente o que ia acontecer com o desvio", disse Trump em entrevista à ABC News.
"Mas a parte boa é que afundamos 44 navios deles, o que representa toda a frota deles", afirmou, prosseguindo com elogios aos esforços militares dos EUA na guerra.
Já a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, descreveu o aumento dos preços da gasolina como "uma perturbação de curto prazo para um ganho a longo prazo".
"Esta é uma perturbação de curto prazo para o ganho a longo prazo de eliminar o regime terrorista iraniano e acabar finalmente com a restrição ao livre fluxo de energia no Oriente Médio e no Estreito de Ormuz", disse Leavitt.
O secretário de Energia, Chris Wright, disse a Jake Tapper, da CNN, que um petroleiro passou pelo Estreito de Ormuz "há cerca de 24 horas".
A passagem normalmente registra 60 ou mais navios por dia. Leavitt também disse que Trump está "explorando nosso novo mercado na Venezuela", depois que os EUA capturaram o presidente do país, Nicolás Maduro, e Trump disse que confiscaria as reservas de petróleo do país.
“Esta é uma perturbação de curto prazo. Estamos vendo um ligeiro aumento nos preços do petróleo e do gás, mas, em última análise, a queda do regime iraniano será benéfica para a indústria petrolífera, e esses preços voltarão a cair”, disse ela.
Desde o início dos combates no Irã, há uma semana, os preços da gasolina subiram 47 centavos de dólar, ou 16%, chegando a US$ 3,45 por galão de gasolina comum, segundo dados da AAA deste domingo (8).
Popularidade da guerra: Trump também afirmou que o conflito dos EUA com o Irã é "mais popular do que nunca", apesar das pesquisas indicarem o contrário e da discordância de alguns republicanos apoiadores do Maga (Make America Great Again).
"A popularidade da guerra"
Trump também afirmou que o conflito dos EUA com o Irã é "mais popular do que nunca", apesar das pesquisas sugerirem o contrário e da discordância de alguns republicanos apoiadores do movimento Maga
“É algo muito típico do Maga o que estamos fazendo”, disse ele, acrescentando: “Porque, caso contrário, também não teremos mais um país, seremos atacados. E o MAGA tem tudo a ver com salvar a América.”
Cinquenta e nove por cento dos americanos desaprovaram a decisão inicial de atacar o Irã, de acordo com uma pesquisa da CNN/SSRS realizada logo após o início da guerra, com 41% aprovando.
Em uma pesquisa da NBC News divulgada no domingo, sua aprovação em relação à forma como lidou com o Irã também ficou em 41%.
Transferência digna
O presidente disse à ABC que o encontro de ontem com as famílias dos seis militares americanos mortos na guerra não o fez hesitar.
“Os pais ficariam chateados se eu fizesse isso”, disse ele.
“Os pais me disseram, todos eles: ‘Por favor, senhor, vença esta guerra pelo meu filho’, e em um caso, uma jovem, como você sabe: ‘Por favor, vença esta guerra pelo meu filho’”

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